A CONFIGURAÇÃO DA DOCÊNCIA NO GINÁSIO DO ESPÍRITO SANTO (1906-1951)

Nome: Tatiana Borel
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 20/02/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Regina Helena Silva Simões Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Antonio Henrique Pinto Examinador Externo
Edmar Reis Thiengo Examinador Externo
Janete Magalhães Carvalho Examinador Interno
Maria Alayde Alcantara Salim Examinador Interno
Regina Helena Silva Simões Orientador

Resumo: Analisa a configuração da docência no Ginásio do Espírito Santo/Colégio Estadual nas primeiras décadas do século XX (1906-1951). O recorte temporal é marcado pela a criação do Ginásio do Espírito Santo, em 1906, e a fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Espírito Santo (FAFI) em 1951. Objetiva investigar percursos formativos e profissionais de professores que lecionavam na principal instituição capixaba de ensino secundário, priorizando olhares para ritualizações que envolviam o ingresso, concepções de ensino, bem como vestígios das práticas docentes que resistiram ao tempo. Descreve um panorama histórico a respeito do ginásio como instituição de ensino secundário público capixaba, evidenciando aspectos de criação e funcionamento. Dentre eles, a alternância de administração entre Estado e Igreja; os diversos endereços que abrigaram o ginásio; os salários percebidos pelos professores; os concursos para catedráticos; as práticas docentes empreendidas; a notoriedade em meio à sociedade capixaba; e a produção intelectual dentro e fora do espaço escolar. Para tanto, utiliza como fontes: relatórios de inspetores e de presidentes do Estado, recortes de jornais (diversos); documentos oficiais sobre a criação e funcionamento do GES; atas da Congregação e atas e pareceres de concursos; legislações; revistas diversas, entre as quais, Vida Capichaba e Revista Comandos; ofícios; documentos de equiparação ao Colégio Pedro II; documentos pessoais, como cartas e fotografias; além de depoimentos coletados em entrevista. A análise dialoga com as contribuições teóricas dos historiadores Marc Bloch (2001) e Carlo Ginzburg (2002), na perspectiva de valorizar a importância dos testemunhos históricos, a compreensão da diversidade e o entrecruzamento das fontes e redução de escala de análise a fim de possibilitar que minúcias viessem à tona. As fontes disponíveis foram interrogadas, com o intuito de fazê-las falar. As discussões finais indicam que, apesar de ter passado por algumas dificuldades estruturais, o Ginásio do Espírito Santo nunca deixou de desenvolver suas atividades, alcançando o processo de equiparação ao Colégio Pedro II, por duas ocasiões. No que se refere aos professores catedráticos, eram, em sua maioria, pessoas que possuíam certa popularidade e que não tinham formação na área da educação, sendo, portanto, envolvidas em outros âmbitos da sociedade. Com relação ao ingresso dos docentes no GES, interferências políticas nos processos de admissão e/ou permanência dos professores catedráticos no educandário eram frequentes. Constatou-se, também, que, embora seguisse um
regimento específico, as práticas docentes eram desenvolvidas a partir de particularidades dos professores, que engendravam interesses e afinidades pessoais no modo de praticar a docência no Ginásio do Espírito Santo/Colégio Estadual.

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