ALFABETIZAÇÃO NA EJA E A DISPERSÃO DAS PRÁTICAS: ESCRITAS DE ABERTURA AO OUTRO E LEITURAS DE MUNDO

Nome: Henrique José Alves Rodrigues
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 30/01/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Edna Castro de Oliveira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Edna Castro de Oliveira Orientador
Ivone Martins de Oliveira Examinador Interno
Jane Paiva Examinador Externo
Janete Magalhães Carvalho Examinador Interno
Maria Margarida Machado Examinador Externo
Regina Helena Silva Simões Examinador Interno

Resumo: A pesquisa abordou a temática da alfabetização no campo da EJA, tendo como locus cinco salas de aula de uma escola exclusivamente da modalidade do município de Vitória/ES. O processo investigativo teve como objetivo geral problematizar as composições e distinções entre o plano das políticas de alfabetização de pessoas jovens e adultas e o plano das práticas alfabetizadoras de educandas e educadoras. A pergunta que nos guiou neste processo foi: como as políticas de alfabetização se traduziam no plano das práticas alfabetizadoras das quais observamos/praticamos. Partindo da noção ampliada de alfabetização da educação popular e de linguagem enquanto pragmática do pensamento da desconstrução, trabalhamos com a noção de tradução como impossibilidade de fidelidade ao sentido original, colocando em suspeita a capacidade das políticas orientadoras das práticas se efetuarem em suas intencionalidades, pois, apostávamos que o campo dispersivo das práticas sempre excede, foge, desvia-se do sentido ou dos sentidos originais das políticas de alfabetização, tanto de agências internacionais, quanto do Governo Federal e da própria escola, que possui como referencial a educação popular. Tendo como intercessores teóricos privilegiados o educador Paulo Freire e o filósofo Jacques Derrida, assumimos a perspectiva metodológica de uma pesquisa-intervenção, adotando a plataforma da ética como chave de leitura para que se compreendesse a produção de dados que foram elaborados pela via de diários de campo, entrevistas com educandas e educadoras, registros de produções escritas e eventos da escola. A pesquisa envolveu o acompanhamento de 66 educandas e 10 educadoras em salas de aula. No percurso tomamos como ferramentas de análise as categorias, conceitos e noções que emergiram: diálogo, linguagem, alfabetização, cultura popular, memória, culturas do escrito, práticas de liberdade, emancipação, democracia, direito e justiça. A experiência de pesquisa nos levou a concluir que o plano da dispersão, ou seja, da heterogeneidade das forças, atravessa não apenas as práticas alfabetizadoras, mas também as políticas de alfabetização, com seus paradoxos, ambiguidades, clausuras e brechas para a criação. Apesar da profusão conceitual existente no campo da EJA, tais arcabouços, embora importantes, não dão conta do que nos acontece no processo de alfabetização, que requer muito mais uma abertura radical e de diálogo com o outro, e a escuta atenta a seus apelos, do que referenciais teóricos coerentes e bem definidos.

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