EDUCAÇÃO ESPECIAL NO ENSINO SUPERIOR: PROCESSOS SOCIAIS COMPARADOS ENTRE MÉXICO E BRASIL

Nome: Júnio Hora Conceição
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/06/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Edson Pantaleão Alves Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alma De Los Angeles Cruz Juares Examinador Externo
Edson Pantaleão Alves Orientador
Marcelo Lima Examinador Interno
Regina Helena Silva Simões Examinador Interno

Resumo: O texto tem como proposta analisar processos desencadeados pelas políticas públicas de entrada e, principalmente, de permanência, para estudantes público-alvo da Educação Especial no Ensino Superior, em contexto latino-americano, com enfoque no estudo comparado entre o México e o Brasil. Destacamos o período de 1996 a 2016 como recorte temporal, configurando as duas últimas décadas, marcadas por reformas educacionais nos dois países. Metodologicamente fizemos estudo histórico-documental das legislações que marcaram as políticas públicas no período em destaque, bem como dados estatísticos relativos ao fluxo de matrículas dos estudantes público-alvo da Educação Especial no Ensino Superior. Também buscamos analisar as tensões vividas por diferentes indivíduos e grupos nos Processos Sociais de dois contextos universitários: Universidad Veracruzana (México) e Universidade Federal do Espírito Santo (Brasil). A partir das entrevistas orais de estudantes das duas universidades, analisamos as possibilidades e os desafios vivenciados no cotidiano universitário. A perspectiva teórica que sustenta o estudo fundamenta-se na teoria dos Processos Sociais elaborada por Norbert Elias (1993; 1998a; 2001; 2006 e 2011). Num fluxo histórico de longa duração, Elias analisa os Processos Civilizadores destacando que as sociedades se constituem no conjunto das relações entre indivíduos e grupos sociais, cujos processos de interdependência formam figurações humanas. Estas vivenciam as transformações históricas nas diferentes sociedades interdependentes entre si. Os dados da pesquisa evidenciam que a efetiva participação de estudantes público-alvo da Educação Especial, apesar de, por vezes, apresentar fragilidade, têm força preponderante na balança de poder para a concretização das políticas públicas nas universidades estudadas. Ao mesmo tempo, os Estados mexicano e brasileiro não conseguiram ofertar condições concretas para romper com essa fragilidade, e assegurar à Educação Especial um lugar estável no Ensino Superior. Ainda assim, esses Processos Sociais contribuem para o fluxo contínuo do Processo Civilizador das sociedades ocidentais.

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