SUSTENTABILIDADES Praticadaspensadas: Lampejos de Pirilampos das Escolas de Dificílimo Acesso de Duque de Caxias/rj Vitória

Nome: PATRÍCIA RAQUEL BARONI
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 26/02/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
MARTHA TRISTÃO FERREIRA Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANGELA MARIA CAULYT SANTOS DA SILVA Examinador Externo
CARLOS EDUARDO FERRAÇO Examinador Interno
INES BARBOSA DE OLIVEIRA Examinador Externo
JANETE MAGALHÃES CARVALHO Examinador Interno
MARTHA TRISTÃO FERREIRA Orientador

Resumo: O objetivo desta tese é cartografar as lutas pela sobrevivência enquanto modos de (re)existência nas escolas-pirilampo tecidas como subversões em um modelo que as subalterniza, considerando a complexidade das relações cotidianas, os processos de invisibilização que atuam em tais relações e as redes de solidariedade que emergem dessas práticas, buscando, a partir do campo da Educação Ambiental, destacar sua potência ecopolítica. A partir da proposição de vaga-lumes que resistem aos holofotes das grandes cidades, apresento sobrevivências produzidas cotidianamente por unidades escolares que convivem com o assombro do fechamento em razão do baixo quantitativo de alunos, da distância dos centros urbanos e do ―alto‖ custo de manutenção para a prefeitura. Tais escolas localizam-se em áreas nomeadas pela administração municipal de Duque de Caxias/RJ como sendo de dificílimo acesso. Ao longo da tese, procurei elencar as associações de humanos e não-humanos na constituição do mundo comum como um modo de (re)existência para as escolas-pirilampo. O viés metodológico que permitiu a identificação dessas sobrevivências foi a emissão de cinco lampejos produzidos a partir do pesquisar com culturasnaturezas. As narrativas praticadaspensadasproduzidas no campo de pesquisa são apresentadas tendo como fio condutor a proposição de brilhos menores que se enredam para a tessitura das reflexões conclusivas. Como conclusões, apresento a possibilidade de conhecer as sobrevivências dos pirilampos partindo de um modo também pirilampo de pesquisar e a proposição de que quando seguimos o brilho intermitente dos vaga-lumes e conhecemos modos outros de ser e estar no mundo e, assim sendo, também nos tornamos luccioles. Tal voo conjunto com o campo de pesquisa nos conduz à tão necessária ecopolítica. O bom encontro com saberes outros, tecidos por praticantes vaga-lumes que resistem diariamente aos holofotes de quem se aprisiona na produção de conhecimento socialmente valorizado, compõe as sustentabilidades praticadaspensadas numa ecologia de saberes. São essas sustentabilidades que vêm garantindo que as unidades escolares de dificílimo acesso permaneçam com seus lampejos vivos.

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