O Público e o Privado no Ensino Superior do Estado do Espírito Santo.
Nome: DANIEL BARBOZA NASCIMENTO
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 30/09/2008
Resumo: Buscando compreender os processos sociais, políticos e histórico sobre o Público e o Privado no Ensino Superior do Espírito Santo. Efetua-se considerações sobre o público e o privado em Hannah Arendt, seus pressupostos teóricos, dialogando com a temática, desdobrando com a análise do Público e o Privado em educação propriamente, o que exigiu a compreensão da gens e desenvolvimento do público e do privado no campo educacional e, o mesmo, como categoria de análise em educação. Passando pelas origens da universidade no mundo e no Brasil, dialogando com o debate político educacional concomitante, expressos em diferentes posições ideológicas, em particular, aquelas apresentadas pelo IPES, que fomenta e aponta proposições para a universidade no Brasil, a serviço do mercado num contexto internacional de Aliança para o Progresso. Diante desse emaranhado de proposições, chega-se à ditadura militar e à análise de sua política educacional, em particular o processo de reforma universitária (nunca sem resistência), suas motivações e propósitos. Um casamento se presencia entre o IPES e a política educacional aplicada pelos governos militares, bem como com o dito Plano Atcon. Chega-se à LEI 5.540 (a Reforma Universitária em lei). Percorre-se o período mais recente dos governos civis, untados no Consenso de Washington, na aplicação e co-elaboração de mais recomendações, apontamos o debate expressos na política educacional no período mais recente. Passando da floresta e buscando a interação com a nossa árvore em particular, verificamos o processo de constituição da universidade no ES, o momento histórico e econômico percorrido, passando do café à industrialização/urbanização, chegando ao nascimento e consolidação da oferta privada no ES. Constituímos um minucioso quadro comparativo entre a oferta pública e a privada no ensino superior no ES. Podemos apontar que o processo que vive o ensino superior no ES, em sua porta de entrada pública, é substancialmente universitário, diurno e urbano, enquanto no outro extremo, a entrada privada ser predominantemente oferecido em faculdades, noturno e rural. Nestes dois últimos aspectos, no setor privado, as polaridades vêem-se quase em equilíbrio. Diante de todas as posições que defendem, de que existam imposições externas na definição das políticas educacionais, e não as negamos, é certo que não podemos desconsiderar as movimentações, lutas e disputa, vivenciadas no Brasil, em nosso estado e em cada instituição. É, forte e verdadeira, a impressão de que as atuais reformas no ensino superior apontam para uma aproximação com as aplicadas e projetadas há quatro décadas, assim, podemos suspeitar de que muito do que se fez e se faz na questão do acesso e permanência do ensino superior se deve ao IPES, logo, aos pensamentos e ações, ainda que sofrendo influencias externas, ações e pensamentos de sujeitos históricos constituídos em nosso meio. Se outrora se afirmou que vivíamos um processo de usaidização , ou um transplante cultural, agora podemos estar vivendo uma ipesização. Se ainda transplante, de gerações talvez, mas não, de algo alienígena.
