AGRESSÃO: DO Homo sapiens AO Homo economicus: DESDOBRAMENTOS POLÍTICOS E EDUCACIONAIS

Nome: Viviane Carla de Melo Ribeiro Pinto
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/05/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eliza Bartolozzi Ferreira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Edna Castro de Oliveira Examinador Interno
Eliza Bartolozzi Ferreira Orientador
Sandra Soares Della Fonte Examinador Externo
Wilberth Claython Ferreira Salgueiro Examinador Interno

Resumo: Esta pesquisa de caráter teórico-analítico propõe analisar o fenômeno da agressividade e sua relação com o processo de produção da barbárie. A análise parte da contribuição da Teoria Crítica da Sociedade, em especial da filosofia de Theodor Adorno. Busca-se responder qual lugar, para a etologia e a sociobiologia – ambas do campo das ciências biológicas – a educação e a cultura ocupam no discurso teórico sobre esse fenômeno produzido pelos respectivos representantes: Lorenz (1974) e Wilson (1981). A hipótese considera que há uma tendência, no âmbito dos estudos biológicos, de compreender e explicar o fenômeno da produção da barbárie, vinculado às determinações cientificamente reducionistas. O que nos instigou, na realização desta pesquisa, foi a compreensão de como os argumentos próprios da etologia e da sociobiologia sustentam a explicação sobre o fenômeno relativo à destrutividade humana que, a rigor, têm determinações vinculadas tanto à faceta biológica do humano quanto, e principalmente, às ideologias que embasam ações no campo da ciência, política, economia, cultura, sociedade como um todo. De modo geral, a pesquisa corrobora a hipótese. As teorias dos autores aqui analisadas concebem que a barbárie, isto é, a violência irracional associada a ideologias, tem origem biológica. Seguindo a ideologia do darwinismo social, eles defendem que a barbárie, é o resultado da agressividade associada ao instinto de sobrevivência animal ainda presente no ser humano, independentemente das razões sociais a ela vinculadas. Por isso, os autores sugerem que o método científico materialista é o caminho para a compreensão e intervenção nesses fenômenos associados à natureza humana. Conclui-se que as teorias dos autores se baseiam no cientificismo, fruto da racionalidade técnico-instrumental, típico da ideologia de um sistema político-econômico que tende a depositar sobre os indivíduos a culpa pelas consequências sociais de uma sociedade regida pelo domínio de classe, considerando que a barbárie, apesar de ser um fenômeno social, fruto de um planejamento racional, também está associada ao domínio da natureza humana e à manipulação de mecanismos inconscientes e irracionais. Por isso, mesmo que a educação, sozinha, não consiga resolver as causas objetivas relacionadas à barbárie, aposta-se numa educação política que busque trabalhar os mecanismos subjetivos atrelados ao processo de produção da barbárie.

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