O PODER PÚBLICO ESTATAL E POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE CORREÇÃO DO FLUXO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DA SERRA-ES

Nome: Elaine de Carvalho
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 19/06/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Edson Pantaleão Alves Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Meyrelles de Jesus Examinador Interno
Edna Castro de Oliveira Examinador Interno
Edson Pantaleão Alves Orientador
JEFFERSON MAINARDES Examinador Externo

Resumo: Este estudo tem por objetivo analisar as políticas educacionais desencadeadas no município da Serra-ES (entre 2011 e 2015) que tenham focalizado a questão da defasagem idade-série-ano em sua rede de ensino. Além disso, busca-se identificar aspectos relativos às concepções dos indivíduos envolvidos na problemática, no que se refere à qualidade na educação, ao direito à educação, às concepções sobre Estado, “fracasso escolar” e aos processos escolares. Para tanto, a aproximação teórica deste estudo ocorre pela via da sociologia figuracional de Norbert Elias e a sua compreensão sobre as relações de interdependências que se configuram entre os indivíduos em diferentes situações. A pesquisa aconteceu em duas etapas: a primeira de caráter exploratório e a segunda de caráter analítica descritiva. Como procedimento metodológico de recolha de dados, tem-se a análise de documentos e de 24 entrevistas semiestruturadas realizadas com funcionários da Secretaria de Educação, diretores, coordenadores, pedagogos, familiares e estudantes em situação de defasagem escolar. Conclui-se que, nos últimos anos (na Serra), não houve nenhuma política sistematizada que centralizasse e “enfrentasse” os problemas educacionais com o foco no estudante repetente e na prevenção às reprovações e interrupções escolares, assim como nos estudantes que já se encontram em defasagem. No entanto, é notório também que muitas são as ações realizadas no município focando este tema, sempre de forma “pulverizada” nas unidades escolares e, muitas vezes, desconexa de outras questões sociais e educacionais. Para os entrevistados, sucesso ou o insucesso do estudante seriam resultados de ações particulares: entre aquele estudante “interessado” e o “desinteressado”, entre o professor “comprometido” e o “descomprometido”, entre a família que participa e aquela que vive “tragédias marcadas pela pobreza e violência”. Essas percepções particularizam os indivíduos e suas ações, tendendo a dissociar indivíduos de sociedade. Esta pesquisa assinala também a necessidade de pensar e gerir políticas públicas mais abrangentes que não se limitem a pensar os problemas sociais de forma fragmentada. Parte dos entrevistados aponta a necessidade de políticas intersetoriais.

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