Histórico

Histórico do Programa:
A Universidade Federal do Espírito Santo, por meio do Centro de Educação, possui, desde o ano de 1978, um Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), com cursos de mestrado e doutorado acadêmicos. Nesse programa, até o ano de 2015, foram defendidas 777 dissertações e 169 teses.

A partir da experiência com a formação de mestres e doutores ao longo dos anos, tem sido observada uma crescente demanda pela pós-graduação strictu senso em educação no Espírito Santo e também a impossibilidade de um único programa acolher a demanda descrita no item anterior.

Nos últimos anos o PPGE aumentou a oferta de vagas, mas isso não foi suficiente, mantendo a necessidade de ampliação da oferta de pós-graduação, com vistas ao atendimento de docentes que atuam na educação básica e de técnicos que atuam tanto na educação básica como no ensino superior.

Além do curso do programa de pós-graduação, há no Centro de Educação, várias experiências de realização de cursos de pós-graduação lato sensu,
coordenadas por integrantes do corpo docente, em parceria com a Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação, cuja finalidade é a formação de
professores, gestores, secretários escolares, participantes de conselhos municipais e estaduais. Dentre eles, podemos citar: Política de Promoção da Igualdade
Racial na Escola, Atendimento Educacional Especializado na Perspectiva da Educação Inclusiva, Coordenação Pedagógica, Docência na Educação Infantil etc.

A coordenação de cursos de pós-graduação lato sensu assim como a docência e a orientação de pesquisas, nesse tipo de curso, ajudaram a formar
professores com experiência para atuação no Mestrado Profissional. Além disso, docentes do Centro de Educação têm atuado em mestrados profissionais de outros centros acadêmicos, o que demonstra experiência da equipe em conduzir o mestrado profissional em educação.

Por outro lado, a experiência na coordenação de cursos lato sensu e estando esses cursos dirigidos para professores, técnicos, gestores ajudaram a ampliar a demanda por formação em nível pós-graduação stricto sensu.

Não podemos deixar de mencionar, ainda, a experiência com a formação em nível de graduação. Atualmente, os docentes do Centro de Educação, além de ser
responsáveis pela formação integral dos cursos de licenciatura em Pedagogia e Educação do Campo, são responsáveis pela formação pedagógica dos cursos
de licenciatura da Universidade. Sendo assim, o Centro de Educação possui experiências na área de educação, tanto em nível de graduação e pós-graduação,
que permitem a oferta, com qualidade, do mestrado profissional.

Mediante as demandas surgidas no que se refere à continuidade/investimentos na formação de professores e técnicos da Educação Básica e do ensino superior, o Centro de Educação da Ufes, apresenta à Capes, no ano de 2016, a proposta de criação do Programa de Pós-Graduação de Mestrado Profissional em Educação, proposta aprovada em 2017, dando início, assim, às atividades do PPGMPE.

Contextualização do Programa:

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) ao longo dos seus 61 anos de história, constituiu-se na principal instituição de ensino do estado do Espírito
Santo. A UFES possui quatro campi, dois deles sediados em Vitória, um em Alegre (no sul do estado), e um em São Mateus (no norte do estado).

Oferece 101 cursos de Graduação, 58 de Mestrado e 27 de Doutorado. Atende 18.090 alunos de graduação, 3.416 de pós-graduação stricto sensu, 1.094 de pós-graduação lato sensu. Seu quadro de docentes efetivos é de 1.630 professores, sendo 1.220 doutores, 417 mestres, e 133 com especialização, aperfeiçoamento, ou graduação. Possui 2.200 servidores técnico-administrativos.

Nos últimos dez anos o número de cursos de mestrado na UFES passou de 25 para 58 (crescimento de 132%), e os de doutorado de 5 para 27 (crescimento de 440%). Anualmente são abertas nestes cursos cerca de 1.200 vagas para novos alunos. Atualmente, são 4.510 estudantes matriculados em cursos de Mestrado (2.620), Doutorado (796) e Especialização (1.094).

No último triênio o número de programas de pós-graduação da UFES reconhecidos pela CAPES aumentou 31%, superando significativamente a média nacional de 23%, seguindo a tendência de crescimento acima da média. Além disso, a qualidade dos programas, aferida por seu conceito CAPES, também melhorou significativamente. Foram 13 cursos que tiveram melhoria de conceito nesta avaliação em relação a anterior. Os programas com conceito 4 e 5 já representam a maioria dos programas da instituição (52%).

Outros indicadores, como a produção científica, o número de estudantes titulados e de estudantes matriculados, melhoraram expressivamente. De acordo com o SCOPUS, a UFES agora está entre as Top 100 universidades Ibero-latino-americanas em produção científica indexada e entre as Top 50 universidades Latino-americanas.

Em 2013, com o objetivo de auxiliar a elaboração de projetos estruturantes, elencando os pontos a serem atacados para a consolidação e melhoria do conceito na CAPES, a UFES criou o PROPOS - Programa de Melhoria da Pós-Graduação da UFES. O programa está dividido em 2 partes principais. A primeira visa levantar elementos de diagnóstico das condições atuais do programa e de seu contexto na área de conhecimento da CAPES. A segunda visa apresentar as estratégias e metas a serem adotadas/estabelecidas para melhoria de conceito dos programas, incluindo ações de curto, médio e longo prazo.

Nesse contexto, inicialmente, todos colegiados de cada Programa de Pós-graduação (PPG) produziram documentos contendo análises sobre o desempenho de cada PPG e das estratégias de apoio da PRPPG, recomendando diversas ações relacionadas ao funcionamento dos PPGs e da PRPPG. Tais ações variam desde a atualização de parques de informática à criação de programa institucional específico para a tradução de artigos para periódicos. Em uma segunda etapa, os documentos produzidos pelos PPGs foram analisados por uma equipe de pesquisadores de elevado desempenho acadêmico, fornecendo estratégias de consolidação e melhoria para os PPGs e a Pró-reitoria de Pós-graduação.

As ações elencadas no plano vêm sendo executadas, resultando em uma melhora significativa dos indicadores dos programas. Em 2014, ocorreu a etapa de
revisão dos planos estratégicos do PROPOS para cada programa, à luz dos resultados da Avaliação Trienal da CAPES 2010-2013. Então, foram traçadas novas estratégias e ações para melhoria contínua da pós-graduação na UFES. Durante o ano de 2016 estão sendo realizadas as reuniões de acompanhamento com os programas para revisão de suas metas e estratégias de curto, médio e longo prazo.

Dentro do escopo dos Objetivos Estratégicos Institucionais, estabelecidos no Planejamento Estratégico e no Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI
2015-2019 (http://www.proplan.ufes.br/planejamento-pdi-2015-2019), a administração da UFES vem apoiando as iniciativas dos seus grupos de pesquisa para a melhoria da formação de seus quadros e da sua produção científica e tecnológica. Nesse sentido, como forma de alavancar o desenvolvimento regional e nacional, e ampliar as contribuições científicas nacionais e internacionais, bem como a geração de inovação e transferência de tecnologias, a UFES vem apoiando fortemente a criação e o fortalecimento dos cursos de pós-graduação stricto sensu em todas as suas áreas de atuação.

Nesse contexto, a criação do Programa de Mestrado Profissional em Educação, no CE/UFES, destinado a formar profissionais da educação, é fundamental, principalmente, se levarmos em conta o lugar essencial que esses profissionais ocupam nos sistemas educacionais, e, portanto, a capacidade que possuem para contribuir para o alcance do preceito constitucional relativo ao direito à educação para toda a população brasileira. Compreendem os profissionais da educação todos que estejam em efetivo exercício nas escolas de educação básica, nas secretarias de educação e também técnicos e docentes que atuam nas instituições de ensino superior.

A valorização dos profissionais da educação implica existência de salários dignos, de planos de carreira, de condições de trabalho etc., mas também requer, necessariamente, ações e políticas de formação continuada que permitam reflexões contínuas sobre os saberes e fazeres pedagógicos de modo a garantir o desenvolvimento da educação e a aprendizagem dos estudantes.

Dessa maneira, os programas de mestrados profissionais têm a incumbência importante de proporcionar a formação continuada dos profissionais da educação, criando condições para que possam pensar e atuar de modo a construir conhecimentos que ajudem a enfrentar questões que afetam a educação de crianças, adolescentes, jovens, adultos tanto da escola básica como do ensino superior e questões relativas à gestão que conduzam à melhoria dos sistemas e dos processos educacionais.

Na linha do que define o Plano Nacional de Educação em vigor, o Programa de Mestrado Profissional contribuirá, no Espírito Santo, para o alcance da Meta 16, a saber:

Meta 16:
formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) os(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino.

Nesse sentido, a Meta prevê a elevação dos níveis de escolarização dos professores da educação básica. Para que isso ocorra, em primeiro lugar, é necessário que as universidades se abram para a oferta de mestrados profissionais em educação e também que o Poder Público realize investimentos para o alcance dessa meta tão necessária para garantir a valorização dos profissionais da educação. O aperfeiçoamento profissional permanente, certamente, proporcionará avanços educacionais, inclusive propiciando práticas de gestão e de ensino aprendizagem que contribuam para a melhoria da qualidade da educação e para a permanência dos estudantes nas escolas. É importante salientar ainda que a formação continuada se constitui em direito dos professores e dos profissionais da educação.

Conforme dados do MEC/Inep/Deed (2013), no Espírito Santo, havia 42.487 professores da educação básica. Destes, 16 possuíam apenas o Ensino Fundamental, 2.642 o Ensino Médio, 1.304 o Normal/Magistério, 38.525 o ensino superior. Os dados indicam a necessidade de investimento na formação inicial dos docentes que não possuem o ensino superior, mas também a necessidade de incremento de políticas que garantam a elevação do nível de formação dos profissionais que possuem nível superior. Indicam, ainda, a existência de um grande contingente de profissionais em condições de realizar cursos de mestrados
profissionais em educação. Ainda segundo estatísticas, 32.874 possuem formação na área de educação e 736 na área de humanidades e Artes.

Portanto, esses dados enfatizam a existência de uma grande demanda por formação em nível de pós-graduação. Na Educação Infantil, segundo a mesma fonte, atuavam 11.476 docentes, no ensino fundamental (26.874), no ensino médio (9.100), na educação profissional (2.058), na educação de jovens e adultos (5.204), na educação especial (22.999) e na educação de jovens e adultos (5.504).

Os dados do Censo 2013 não apontam o número de docentes com pós-graduação stricto sensu. No entanto, a julgar pelo fato de que, até recentemente, havia, no Espírito Santo, apenas um Programa de Pós-Graduação em Educação com essa característica, podemos afirmar que há uma enorme demanda de docentes da educação básica, atuando em diferentes etapas e modalidades da educação básica, com condições de realizar o curso de Mestrado Profissional em Educação, principalmente, quando tomamos a variável idade. Assim, 1.667 docentes encontravam-se, em 2013, na faixa etária de até 24 anos, isto é, tinham concluído seus cursos superiores há muito pouco tempo, considerando que os concursos públicos nos municípios capixabas não contratam mais professores de nível médio. Havia ainda 10.133 docentes na faixa etária de 25 a 32 anos e 12.435 entre 33 e 40 anos.

Além da demanda de docentes da educação básica, existe, na Universidade Federal do Espírito Santo, conforme dados da Pró-Reitoria de Pesquisa e PósGraduação, em torno de 400 técnicos em condições de realizar cursos de mestrado profissional em educação, visando ao aperfeiçoamento da gestão no ensino superior.

Diante das estatísticas, podemos concluir que há, no Espírito Santo, demanda pelo Mestrado Profissional e possibilidades de o Centro de Educação vir a contribuir com o alcance da meta 16 do Plano Nacional de Educação, porque possui um corpo docente qualificado e em condições de assumir a responsabilidade com a formação continuada dos professores.

Objetivo geral:

•Promover a formação continuada de profissionais da Educação, fundamentada em princípios teórico-metodológicos que valorizem a experiência profissional e
a articulação entre teoria e prática.

Objetivos específicos:

•Promover a articulação entre a pesquisa e a prática escolar, de modo a contribuir para o enfrentamento das demandas educacionais atuais.
•Estimular a proposição de estratégias de gestão educacional e de intervenção pedagógica que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino e da
aprendizagem.
•Fomentar práticas inclusivas que privilegiem a diversidade nos processos educacionais

Estrutura Curricular:
A matriz curricular proposta estrutura-se em 4 módulos que se distribuem nos quatro semestres de integralização do curso.

Módulo I – 1º semestre (150h – 10 créditos)

Este módulo é constituído por:
03 Disciplinas obrigatórias (30h cada) que focalizam temas amplos da Educação, com carga horária específica para essa atividade.
Grupo de Integração (GI) I que articulam as temáticas das três disciplinas entre si e a prática dos estudantes (30 h). O GI se constitui como componente
curricular comum às três disciplinas, no qual se pretende realizar a construção coletiva e colaborativa de saberes e conhecimentos, ampliando a percepção dos
mestrandos sobre a relação entre teoria e prática. Para isso, o GI será coordenado pelos três professores das disciplinas do Módulo os quais serão
responsáveis pela organização das seguintes atividades:
•Os Ciclos de Debates (15h) constituem-se de encontros presenciais periódicos nos quais a prática dos mestrandos será problematizada/discutida à luz dos
temas abordados nas disciplinas.
•A Rede Tecnológica (10h) caracteriza-se pela utilização de ambientes virtuais de comunicação e aprendizagem colaborativa, dando suporte e continuidade às
discussões realizadas nas demais atividades.
•As Palestras (5h) constituem o momento de compartilhamento e aprofundamento de temas de interesse do grupo com a participação de profissionais e
especialistas convidados, integrantes ou não do Programa.
Estudos Individuais que compõem a carga horária dos estudantes (30h), para que realizem as tarefas e aprofundem os estudos propostos nas disciplinas e no
GI.

Módulo II – 2º semestre (120 horas – 8 créditos)

O Módulo II é constituído por:
02 Disciplinas obrigatórias por linha de pesquisa (60h), sendo 2 específicas da linha “Práticas Educativas, Diversidade e Inclusão Escolar” e 2 específicas da
linha “Docência e Gestão dos Processos Educativos”. Cada disciplina será ministrada por um professor da linha de pesquisa correspondente
Grupo de Integração II (30h) específicas para cada linha de pesquisa.
Estudos Individuais II (30h) compõem a parte do curso em que os estudantes realizam tarefas e aprofundam os estudos propostos nas demais atividades.

Módulo III – 3º semestre (120h – 8 créditos)

O Módulo III é constituído por:
01 Disciplina optativa (30h) específica das linhas de pesquisa, dentre as quais cada estudante deverá selecionar uma Disciplina.
Seminários de Pesquisa (30h) que se constituem de reuniões de orientação, acompanhamento e socialização do processo de investigação dos mestrandos, os
quais poderão ser realizados de acordo com os encaminhamentos de cada linha ou grupo de pesquisa.
Estudos Individuais III (15h).
Exame de Qualificação (45h) em que o estudante fará a elaboração do projeto de pesquisa e o planejamento do produto.

Módulo IV- 4º semestre (45h - créditos)

Descrição: O Módulo IV finaliza o curso e caracteriza-se pela dedicação exclusiva do mestrando ao encerramento da pesquisa e à Elaboração do texto e do
produto resultante do processo de investigação/formação.
Outros créditos: Ao longo dos módulos os estudantes deverão computar 02 créditos (30 horas) por meio da participação em eventos da área de Educação com
apresentação de trabalhos científicos.

Experiências Inovadoras:
O PPGMPE se apresenta como uma proposta inovadora na formação de professores pelos seguintes indicadores:

Um primeiro destaque diz respeito à Proposta curricular interdisciplinar do curso. A cada módulo trabalhado no curso, há uma disciplina denominada Grupo Integrador. Ela é coordenada pelos professores que ministram as disciplinas de cada módulo. O objetivo é romper com perspectivas de formação disciplinares e compor alternativas interdisciplinares que promovam a integração entre os conhecimentos, as condições concretas existentes nos locais de trabalho dos mestrandos e seus respectivos projetos/dissertações de mestrado.

No transcorrer dos módulos, o Grupo Integração permite que alunos e professores busquem pelos pontos de contato e as singularidades mediadas em cada disciplina, compondo, inclusive, alternativas de avaliação crítica e contínua do processo de formação vivido no transcorrer do mestrado. Articulam saberes-fazeres e encontram maiores alternativas de compor produtos que venham impactar na realidade educacional e contribuir para o fortalecimento do direito à Educação de todos. Atualmente, adensam-se os estudos que refutam a importância de se promover ações interdisciplinares, tanto na formação de
professores quanto nas ações que esses profissionais executam em seus locais de trabalho, no entanto há de se pensar alternativas para que essas ações se consolidem na formação docente e no trabalho pedagógico das escolas. A composição de Grupos Integradores se coloca como uma rica e potente alternativa interdisciplinar, favorecendo, ainda, a constituição de espaços de planejamento entre os professores responsáveis pelas disciplinas dos módulos e dos Grupos Integradores.

A inovação também se evidencia pela composição de um currículo que potencializa as redes tecnológicas, favorecendo, com isso, maior interação entre os mestrandos e entre eles e seus orientadores. Há espaços no currículo para que mestrandos e professores também se apóiem em redes tecnológicas para estabelecerem redes dialógicas com outras universidades, seja pela via de chats, trocas de emails, blogs, dentre outras. Essa troca virtual permite que ocorra uma maior socialização dos conhecimentos apropriados no transcorrer dos módulos, bem como na composição das dissertações e produtos. Tendo
em vista que os professores do PPGMPE estabelecem várias ações interinstitucionais nacionais e internacionais, as redes tecnológicas se mostram como espaços potencializadores para a continuidade dessas ações interinstitucionais.

Outra questão inovadora trazida pelo PPGMPE é a articulação permanente entre as dissertações/produtos dos mestrandos com questões que desafiam a Educação Básica e as questões vividas pelos mestrandos em seus locais de trabalho. Contamos com um grupo discente com rica experiência profissional na docência na Educação Básica e Ensino Superior, a gestão de processos educativos (coordenadores de turnos, pedagógicos e diretores), técnicos pedagógicos de Secretarias e Conselhos Municipais de Educação, além de técnicos administrativos em atuação na Educação Básica e Ensino Superior.

Esta composição discente contribui para o fomento de dissertações/produtos que realmente venham contribuir com as demandas existentes na Educação Básica e Ensino Superior, tendo em vista os mestrandos possuírem em torno de 10 a 20 anos de trabalho. Tal situação favorece a constante articulação entre teoria e prática, pois o vivido nos espaços de trabalho se traduz nas questões teóricas desencadeadas nos transcorrer das aulas/orientações. A proposta de mestrado profissional, por primar pela entrada de profissionais em efetivo exercício na Educação Básica nas funções de professores,
coordenadores, gestores escolares e técnicos administrativos, além de profissionais em atuação em Secretarias de Educação e Conselhos de Educação e na docência e setores administrativos de instituições de ensino superior, permite que se desencadeiem processos formativos em que as realidades educacionais dialoguem com as teorias da Educação, favorecendo a elaboração de dissertações/produtos que venham acenar novas-outras possibilidades de gestão, implementação de políticas e ações pedagógicas no
cenário educacional.

Além disso, destaca-se como ação inovadora, o fato de o PPGMPE ampliar o âmbito de atuação da Universidade Federal do Espírito Santo para municípios localizados para além da Região Metropolitana de Vitória – ES na inserção de profissionais em Cursos de Mestrado/Doutorado. Atualmente, a Ufes conta com quatro campus (Goiabeiras, Maruípe, Alegre e São Mateus), ganhando destaque, por longos anos, a oferta de cursos de pós-graduação strictu sensu acadêmicos. Nem sempre, os processos organizativos de muitos cursos favorecem a entrada de alguns profissionais na pós-graduação, tendo em vista
dificuldade que encontram em articular suas atividades profissionais em seus processos de formação acadêmica.

A composição de uma proposta de mestrado profissional em Educação que se organiza de maneira tal que os mestrandos possam estudar e, simultaneamente, trabalhar se mostra como uma ação inovadora, principalmente por trazer novamente para a universidade, profissionais com grande experiência educacional e que necessitam de continuidade em seus processos formativos, inclusive, para maior valorização profissional e salarial. Neste quesito, destaca-se o fato de o PPGMPE favorecer a entrada de mestrandos residentes em municípios da região metropolitana, mas também nas regiões sul, norte e noroeste do estado, ampliando, assim, o acesso à pós-graduação para profissionais que por muitos anos se sentiam impedidos de ampliar seus percursos formativos. Contamos com mestrandos que distam a cerca de 250km da capital e, sem a composição de um programa de mestrado que considerasse essa realidade e a necessidade de inserção no mercado de
trabalho, encontrariam sérias barreiras para fortalecer seus processos formativos.

Cabe destacar que o Centro de Educação, até então, contava com apenas um único Programa de Pós-Graduação (PPGE) e, com a criação do PPGMPE, um raio maior de formação se abre, favorecendo, já na primeira turma a representatividade dos seguintes municípios capixabas: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica (região metropolitana), Iconha e Anchieta (sul), São Gabriel da Palha, Pancas, Governador Lindemberg e Barra de São Francisco (norte/noroeste).

Para tanto, o horário de oferta das disciplinas se mostra como uma questão inovadora, quando tomamos a realidade capixaba como ponto de análise, pois concentramos as aulas teóricas nas segundas e terças-feiras (quinzenalmente), permitindo que os mestrandos possam adensar seus conhecimentos teóricos no transcorrer do processo formativo, bem como conciliar seus estudos com suas atividades profissionais.

No escopo das ações inovadoras, destaca-se a realização de parcerias com as Secretarias de Educação e instituições de ensino superior, tanto da região metropolitana quanto do interior do ES, visando ampliar e possibilitar a participação dos mestrandos na proposta de formação do PPGMEP. A direção do Centro de Educação e a coordenação do referido programa vem compondo redes dialógicas com os órgãos nos quais estão vinculados os mestrandos para que eles venham articular alternativas para que eles possam participar das aulas, orientações e composição de suas dissertações/produtos. Há inícios de debates e reflexões com a UNDIME (União dos Dirigentes Municipais de
Educação) e UNCME (União Nacional dos Conselheiros Municipais de Educação) para divulgação dos processos seletivos, ações do PPGMPE e fortalecimento/composição de parcerias com os sistemas de ensino visando criar possibilidades de os profissionais da Educação se inserirem no PPGMPE.

A aproximação entre mestrandos e professores orientadores para com a Educação Básica e instituições de ensino superior também se apresenta como uma ação inovadora, principalmente quando levamos em consideração o fato de as dissertações/produtos estabelecerem profícuo diálogo com as questões presentes nas Secretarias/Conselhos de Educação e escolas/instituições em que os mestrandos atuam. O diferencial se coloca nas redes dialógicas estabelecidas que permitem uma maior aproximação entre o vivido, as políticas educacionais, a gestão e as questões teóricas, situação que vem trazendo a
composição de parcerias entre sistemas de ensino e a universidade na realização de palestras, assessorias, seminários, elaboração de propostas de formação continuada e de projetos políticos pedagógicos, dentre outros.

As temáticas adotadas pelos mestrandos para a composição de suas dissertações/produtos se mostram também inovadoras, principalmente por trazerem adensamentos teóricos, mas também alternativas para as instituições/sistemas de ensino pensarem caminhos para lidarem com os desafios que atravessam a composição de políticas públicas, a formação
docente, os currículos, as práticas pedagógicas e os momentos de avaliação da aprendizagem, os processos de apropriação da leitura e da escrita, a educação ambiental, as relações étnico-raciais, a relação entre Educação, Pobreza e Desigualdade Social, a infância, a saúde do professor, a Educação inclusiva, a Educação Especial, dentre outros. É importante destacar que esses debates transversalizam a Educação do Campo e os processos formativos realizados em centros urbanos, fortalecendo a relação entre campo-cidade e trazendo para a pesquisa acadêmica a realidade campesina, muitas vezes, alijada das discussões. A Universidade Federal do Espírito Santo ainda é a instituição responsável por uma significativa parcela da população capixaba, portanto a criação do PPGMPE se apresenta como mais uma ação inovadora, principalmente por ter como foco a formação de professores e técnicos que atuam na Educação Básica e no Ensino Superior por meio da articulação entre teoria e prática.

Alunos Formados e Matriculados:O programa conta com 51 alunos regularmente matriculados, todos no mestrado.

Nome dos coordenadores e coordenadores-adjuntos:

Período: 2017-2018

Coordenador(a): Prof. Dr. Alexandro Braga Vieira

Coordenador(a)-Adjunto(a): Prof. Dra. Tânia Mara Zanotti Frizzera Delboni

Histórico do conceito CAPES do programa:

Avaliação do Programa pela Capes: Conceito 3

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