LITERATURA INFANTIL E PENSAMENTO CRÍTICO: UM ESTUDO SOBRE CONTOS MARAVILHOSOS EM LIVROS DIDÁTICOS DA DÉCADA DE 1950 À CONTEMPORANEIDADE.

Nome: Daiane Francis Fernandes Ferreira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 08/06/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Amélia Dalvi Salgueiro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Arlene Batista da Silva Examinador Externo
Letícia Queiroz de Carvalho Examinador Externo
Maria Amélia Dalvi Salgueiro Orientador
Robson Loureiro Examinador Interno

Resumo: Esta pesquisa, caracterizada como qualitativa exploratória e comparativa (BOGDAN, BIKLEN, 2010; MICHEL, 2015), possui como objetivo principal compreender como o estudo dos contos maravilhosos foi proposto em três manuais didáticos de língua portuguesa destinados para o quarto ano do Ensino Fundamental de diferentes períodos da educação brasileira (décadas de 1950, 1980 e 2010), visando a identificar possíveis contribuições por parte destes manuais na formação de sujeitos críticos e emancipados. Desse modo, o trabalho de pesquisa dedicou-se à tarefa de investigar a frequência com
que os contos maravilhosos aparecem nos livros em questão, a qualidade conteudista desses contos e as semelhanças e diferenças entre os manuais no que diz respeito ao trabalho com o ficcional, concentrando-se em responder as seguintes questões: como os contos de fadas, gênero ficcional tão importante para o desenvolvimento de uma consciência mais elevada da criança, vêm sendo proposto para leitura e estudo ao longo
dos últimos sessenta anos dentro dos livros didáticos? E, em consequência, quais são as reais contribuições destes livros na formação do pensamento crítico dos sujeitos considerando a assiduidade deles nas práticas educacionais e os elevados investimentos para se continuar garantindo a sua presença nas escolas? Para responder tais questões, recorreu-se às contribuições de diferentes perspectivas: Bruno Bettelheim (1980), no
que se refere aos contos de fadas na infância; Annie Rouxel (2013a, 2013b), Regina Zilberman (2005, 2006) e Maria Amélia Dalvi (2010, 2011, 2013a, 2013b, 2015) acerca da literatura no contexto escolar; e Dermeval Saviani (1991, 1993, 1999, 2000, 2009, 2011) e Lígia Márcia Martins (2015, 2016) no que tange o desenvolvimento das funções psíquicas superiores e do conceito de consciência crítica e imaginação. Assim, o percurso metodológico foi constituído por três momentos: o primeiro, uma apreciação
dos registros históricos sobre o surgimento do livro didático no Brasil e sua relação com o nascimento da literatura infantil brasileira; o segundo, a seleção e estudo de três livros didáticos de Língua Portuguesa que fossem destinados para o quarto ano da educação básica, fossem chancelados pelo poder público e datassem, especificamente, as décadas de 1950, 1980 e 2010; e, por fim, a terceira etapa, que constituiu na apresentação, análise e problematização dos dados produzidos, nos permitindo concluir a urgência e
relevância desta temática, bem como um possível engessamento no trabalho com o texto ficcional.

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