Literatura Juvenil, Mercado Editorial e a Formatação da Experiência Estética

Resumo: A pesquisa defende a tese de que desde suas origens, a indústria cultural hegemônica continua a atuar de forma agressiva junto aos processos de constituição da memória e da fantasia do público consumidor de seus mais variados produtos, em particular aqueles derivados do mercado editorial. Parte da hipótese de que as obras literárias destinadas aos jovens leitores tendem a seguir um modelo padronizado que acaba por subjugar a dimensão estética e formatar a sensibilidade do público leitor juvenil. A análise toma como referência a lista dos livros mais vendidos no Brasil, no período de 2008 a 2019. A partir de uma hermenêutica teórico-crítica problematiza e atualiza o conceito de indústria cultural e sua relação com o fetichismo da mercadoria. Como hipótese derivada, destaca que o mercado editorial tem por escopo não apenas a obtenção de lucro, mas também dificultar que o público leitor perceba sua condição heterônoma, porque limitado à pobreza da experiência estética dos gerentes, operadores e designers da indústria cultural. É no âmbito da dinâmica e contraditória realidade, e por meio de uma negação determinada que é possível criar as condições de possibilidades para que o jovem leitor consiga abalar o imperativo categórico que sobrepõe o lucro em detrimento de uma formação para a autonomia capaz de desformatar a constituição da memória e da fantasia engendrada pela cultura industrial.

Data de início: 2019-06-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

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Coordenador Robson Loureiro
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