A PROPOSTA DE FORMAÇÃO EM SERVIÇO PARA PROFESSORAS ALFABETIZADORAS NO COMPROMISSO NACIONAL CRIANÇA ALFABETIZADA
Nome: ANDRÉIA JORGE DA SILVA DIAS
Data de publicação: 29/05/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CARMEN REGINA GONÇALVES FERREIRA | Examinador Externo |
| DANIA MONTEIRO VIEIRA COSTA | Examinador Interno |
| PRISCILA MONTEIRO CHAVES | Presidente |
Resumo: Este trabalho, vinculado à linha de pesquisa “Educação e Linguagens” do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo, tem por objetivo compreender o sentido que é dado à formação em
serviço mobilizada pelos governos e pelas organizações da sociedade para as professoras alfabetizadoras no “Compromisso Nacional Criança Alfabetizada” do Ministério da Educação (Brasil, 2023a). O material empírico selecionado para este estudo é especificamente o Eixo 2 - Formação de profissionais da educação. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, a partir da metodologia de análise documental. No processo investigativo, utilizamos autores filiados ao materialismo histórico, no que compete à necessidade de identificar o conteúdo da política pública educacional e as relações entre a formação da classe trabalhadora e a reprodução do capitalismo. Os resultados do que reconhecemos da política até então indicam que, além das fragilidades já conhecidas na formação docente inicial, sobretudo com demasiados investimentos do fundo público na modalidade Educação a Distância privada, o “Compromisso Nacional Criança Alfabetizada” expressa uma configuração da política educacional em que a assim chamada sociedade civil desempenha papel central, mas de forma estreitamente articulada aos interesses do setor privado. A atuação de aparelhos privados de hegemonia na produção didática e na formação docente ilustra o papel desses espaços na difusão da ideologia dominante, conforme apontado por Gramsci, garantindo a reprodução das relações de poder no interior do sistema educativo. Esse processo está inserido em uma lógica mais ampla de avanço do capitalismo sobre a educação pública, promovendo sua mercantilização e impondo ainda mais entraves ao processo de formação da consciência da classe trabalhadora
que depende da escola pública.
