O Museu Vivo Barra do Jucu como espaço formativo de cultura e educação: um estudo semiótico sobre os discursos, saberes e tradições.
Nome: SAMIRA DA SILVA COUTINHO
Data de publicação: 09/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ADRIANA ROSELY MAGRO | Presidente |
| GEOVANNI LIMA DA SILVA | Examinador Externo |
| REGINA CELI FRECHIANI BITTE | Examinador Interno |
Resumo: Esta pesquisa busca explicitar os discursos presentes no Museu Vivo Barra do Jucu, compreendendo-o como um museu de território cuja materialidade, práticas culturais e paisagem constituem um texto vivo. Parte-se da hipótese de que o espaço é construído e atravessado discursivamente por elementos presentes em sua espacialidade, cromaticidade, arquitetura, saberes, tradições e demais elementos que compõem o ambiente estudado e que, articulados, projetam narrativas sobre aspectos das culturas capixabas. Para alcançar esse objetivo, adotou-se uma abordagem qualitativa e exploratória, combinando a cartografia como método de construção dos dados e a semiótica discursiva e plástica como referencial analítico que visa identificar os elementos de sentido que compõem o espaço. Para tanto, a pesquisa baseia-se epistemologicamente em Desvallées e Mairesse e Mário de Souza Chagas que discorrem sobre os museus e suas características, em José Luiz Fiorin e Diana Luz Pessoa de Barros que discutem sobre discursos e em Algirdas Julien Greimas, Eric Landowski e Ana Claudia de Oliveira que apresentam percursos metodológicos baseados na semiótica. O corpus reuniu registros documentais, visitas de campo, observação não participante, registros fotográficos e materiais institucionais. Nesse contexto, os resultados evidenciam que o Museu Vivo Barra do Jucu organiza sentidos a partir de quatro eixos centrais – meio ambiente, murais, congo e território – por meio dos quais emergem discursos sobre identidade, memória, pertencimento e patrimônios materiais e imateriais. Conclui-se, portanto, que o museu opera como espaço formativo e cultural, produzindo e atualizando narrativas comunitárias que reafirmam as tradições e saberes locais como fundamento do patrimônio cultural capixaba. Como produto final, desenvolveu-se um material educativo que reconhece o território como espaço de aprendizagem, mediação cultural e valorização da diversidade tão presente no Museu Vivo Barra do Jucu.
