MULHERES ARTISTAS: UMA ABORDAGEM DECOLONIAL NAS RELAÇÕES IMAGÉTICAS DO/NO DESENHO DAS CRIANÇAS

Nome: SOPHIA THOMPSON LUGÃO RONCHETTI

Data de publicação: 26/06/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
MARGARETE SACHT GOES Presidente
PATRICIA GOMES RUFINO ANDRADE Examinador Interno
RENATA APARECIDA FELINTO DOS SANTOS Examinador Externo

Resumo: A presente pesquisa problematiza: como são as relações imagéticas produzidas no desenho das crianças inspiradas em mulheres artistas negras e indígenas, perante uma abordagem decolonial? Objetiva analisar, a partir de um pensamento decolonial, as relações imagéticas que crianças de cinco anos de idade, em uma Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) do município de Vila Velha/ES, significam ao se apropriarem de um repertório de mulheres artistas negras e indígenas. Justifica-se, portanto, por tratar das conexões imagéticas dos/nos desenhos das crianças, pois o desenho é uma linguagem relevante e frequente na Educação Infantil e que, segundo Vigotski (2009), é a atividade artística preferencial delas. Como objetivos específicos, propõe observar o processo de criação, imaginação e narrativas das crianças na produção dos desenhos; analisar os desenhos propositivos das crianças tendo por base o pensamento decolonial; reetir sobre as relações imagéticas produzidas pelas crianças e elaborar um produto educacional artístico brincante. Fundamenta-se teoricamente em Fanon (2021), a partir dos processos de colonização, atualizando o pensamento dele com hooks (2020) e Kilomba (2019) ao abordar o racismo genderizado. Para discutir sobre o pensamento decolonial, apoia-se em Quijano (1992), Walsh (2017) e Freire (2005). Em relação ao grafismo infantil e as relações imagéticas e culturais, fundamenta-se em Góes (2014; 2023), Iavelberg (2021) e em Valle (2020). Metodologicamente, toma por base uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa e de orientação etnográfica (André, 2012), desenvolvida em uma Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI), do município de Vila Velha/ES, com crianças do Grupo V e docentes que estavam em contato com a turma, problematizando como o imaginário infantil realiza a constituição social dos sujeitos, ou seja, como são as relações imagéticas produzidas no desenho das crianças inspirados em mulheres artistas negras e indígenas. Os dados produzidos decorrem de fontes primárias e secundárias, e os instrumentos utilizados foram: diário de campo, entrevistas, questionários, filmagens, fotografias e a observação participante. Como produto educacional, apresenta um livro-brinquedo, tendo por base um brinquedo cantado e trazendo reexões sobre os processos e as experiências imagéticas das crianças ao serem instigadas a acessar e se nutrir esteticamente de artistas mulheres negras e indígenas.

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