ARTE CONTEMPORÂNEA AFRO-BRASILEIRA E ANTIRRACISMO NA DOCÊNCIA ARTÍSTICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Nome: JULLIANA DE OLIVEIRA AMORIM GOMES
Data de publicação: 12/06/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CLEYDE RODRIGUES AMORIM | Examinador Interno |
| MARGARETE SACHT GOES | Presidente |
| RENATA APARECIDA FELINTO DOS SANTOS | Examinador Externo |
Resumo: A pesquisa objetiva investigar as aproximações e/ou distanciamentos da arte contemporânea afro-brasileira nos processos formativos destinados a professoras/es de Arte da Educação Infantil da rede municipal de ensino de Vitória, Espírito Santo. Problematiza em que medida as formações continuadas contribuem para a nutrição estética docente, especialmente no que se refere às visualidades produzidas por artistas contemporâneas/os afro-brasileiras/os, fomentando a ampliação do repertório artístico-cultural das/os participantes e corroborando para a construção de práticas artístico-pedagógicas comprometidas com a educação antirracista. Desenvolve um curso de Arte fundamentado na arte contemporânea afro-brasileira para professoras/es do município de Vitória/ES. Metodologicamente, a pesquisa é de natureza qualitativa, desenvolvida a partir da abordagem da pesquisa-ação e fundamentada nas contribuições de Maria Amélia Santoro Franco (2025), ancorando-se em uma perspectiva crítico-dialética. Como instrumentos de produção de dados, utiliza observação participante, rodas de conversa, questionários investigativos, registros em diário de campo, bem como registros fotográficos e gravações de áudio realizadas ao longo do processo formativo. Recorre à análise reflexiva à luz das contribuições de Mikhail Bakhtin (1997; 2008), que orienta a compreensão das narrativas e das interações produzidas pelos sujeitos participantes. Ressalta a importância da formação continuada de professoras/es, ao se fundamentar nos estudos de Selma Garrido Pimenta (1997) e Luciana Gruppelli Loponte (2013; 2014), compreendendo-a como espaço de reflexão crítica e de ressignificação das práticas artístico-pedagógicas. Com vistas à elaboração de um produto educativo antirracista, dialoga com referenciais teóricos de Frantz Fanon (2021; 2022), Catherine Walsh (2018; 2019), Grosfoguel (2016), Grada Kilomba (2019), bell hooks (2019; 2020), Eliane Cavalleiro (1998;
2001) e Nilma Lino Gomes (2011; 2019; 2021; 2025), ancorando-se em perspectivas críticas e no pensamento decolonial. No que se refere à arte contemporânea afro-brasileira, apoia-se nas contribuições de Kabengele Munanga (2019; 2022), Roberto Conduru (2009; 2021), Marta Heloísa Leuba Salum (2017) e Nelma Cristina Silva Barbosa de Mattos (2014; 2016; 2017;2019). Sobre a nutrição estética na formaçõo de professoras/es, referencio-me em Mirian Celeste Martins (2011;2012) e Ana Mae Barbosa (1995; 2008). Em relação às linguagens da arte contemporânea afro-brasileira em interlocução com as infâncias, referencia-se em, Margarete Sacht Góes (2024; 2025), Margarete Sacht Góes e Tatiana Rosa (2021), Renata Aparecida Felinto dos Santos (2016; 2019) e Alessandra Mello Simões Paiva (2021;2022). Os dados indicam que a arte contemporânea afro-brasileira ainda ocupa lugar periférico na formação continuada, mas pode tornar-se eixo estruturante para uma prática pedagógica antirracista e decolonial, quando mediada nos processos formativos de professoras/es.
