AS EVIDÊNCIAS DAS DESIGUALDADES RACIAIS NA GESTÃO ESCOLAR: OLHARES E PRÁTICAS DAS DIRETORAS E DOS DIRETORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DO ESPÍRITO SANTO (2019-2024)
Nome: MAYARA LIMA CANDIDO
Data de publicação: 09/07/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ÂNGELA MARIA DE SOUZA | Examinador Externo |
| EDUARDO AUGUSTO MOSCON OLIVEIRA | Examinador Interno |
| ROSEMEIRE DOS SANTOS BRITO | Presidente |
Resumo: Esta dissertação investiga as percepções e práticas das diretoras e dos diretores da rede estadual de ensino do Espírito Santo acerca das desigualdades raciais na gestão escolar, partindo do entendimento de que essas se constituem como expressão de processos históricos e estruturais que atravessam o campo educacional. A fundamentação teórica baseia-se em autoras e autores como Nilma Lino Gomes (2003; 2005; 2010); Kabengele Munanga (2019; 2004) e Jurema Werneck (2016), dentre outros. A pesquisa mobiliza os conceitos de identidade negra, racismo, racismo institucional e negritude. Do ponto de vista metodológico, vale-se da Análise de Conteúdo, conforme proposta por Laurence Bardin (2016). A partir de dados coletados por meio de questionários estruturados e entrevistas semiestruturadas com gestores das Superintendências Regionais de Educação do estado, evidencia que, embora haja um reconhecimento da importância da pauta antirracista no plano discursivo e normativo, persistem tensões entre esse reconhecimento e sua efetiva incorporação às práticas de gestão. Destaca a existência de uma lacuna de percepção entre diretores brancos e diretores pretos e pardos no que se refere à compreensão das dimensões estruturais do racismo. Ademais, a pesquisa evidencia que a experiência racial dos gestores escolares incide diretamente sobre as formas de compreender e exercer a gestão, repercutindo na organização do Projeto Político-Pedagógico, na priorização de práticas antirracistas e na constituição de equipes mais diversas.
