CARTOGRAFIA DOS AFETOS: OU DA ALEGRIA COMO EXPERIMENTAÇÃO POLÍTICA DA GESTÃO INVENTIVA NOS TERRITÓRIOS CRIANCEIROS

Nome: Juliana Paoliello Sánchez Lobos
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 03/03/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Janete Magalhães Carvalho Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carlos Eduardo Ferraço Examinador Interno
Eduardo Simonini Lopes Examinador Externo
Janete Magalhães Carvalho Orientador
Regina Helena Silva Simões Examinador Interno
SILVIO DONIZETTI DE OLIVEIRA GALLO Examinador Externo

Resumo: Em versos de linhas gotejantes, este bordado-tese em devir-tecelã deixa destilar
pistas das intensidades experienciadas nos mergulhos intensivos que puderam jorrar,
trans-bordar e experimentar a alegria como potência política. Alegria política que
fomenta uma gestão em seu devir inventivo nos seus desdobramentos com as
processualidades formativas e a produção de currículos gestos, produzindo redes de
afetos nos territórios crianceiros, na constituição de modos de existências mais
alegres. Para essa aposta investigativa, busca com a cartografia, em composição com
os cotidianos do território crianceiro Cmei-ar, experimentações cartodianas com o
com-versar e o com-fabular e o com-partilhar e o com-viver e e e ... como potência
para tecer um bordado-tese com os gestos sensíveis de uma gestão em devir. Linhas
minoritárias que tecem, destecem e entretecem fios que agenciam a alegria como
potência política na produção de subjetividades singularizadas nos territórios
crianceiros. A aposta com as filosofias da diferença inspirou a composição teórica
sobretudo com Deleuze & Guattari, em interlocução com forças outras para tecermos
fios com a produção da alegria no tocante à gestão inventiva como tecitura dos
processos experienciados em composição com a diferença. Experimentações
efetuadas nas fendas de uma cartografia, que possibilitaram deslocamentos na
produção de sentidos, na criação de mundos em redes de afetos ao encontro com um
campo de forças constituído pelas crianças, docentes, pedagogas, merendeiras,
serventes, auxiliares administrativos, estagiárias, auxiliares de creche, famílias,
diretora escolar, artes, literaturas, filosofias, músicas, imagens, com-versas...
Encontros com forças engendradas nas composições de gestos que efetuam afetos
ativos. Ao encontro desses desdobramentos com as linhas sensíveis, esta pesquisa
reverbera os efeitos da alegria como potência política em tempos de assombros, para
fabular uma escrita tese como acontecimento intenso, tenso e aberto em zonas de
indeterminação. Dessarte, este bordado-tese, em seu devir-tecelã, é um com-vitae a
movimentar o pensamento sobre a alegria como potência política na gestão inventiva
dos territórios crianceiros, buscando nos possíveis a afirmação da vida para não
sufocarmos!

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