E OS FÓSFOROS CONTINUAM ACESOS NA EDUCAÇÃO: FAHRENHEIT 451 E O APAGAR DA CHAMA CRÍTICO-EMANCIPATÓRIA

Nome: TATIANE SPERANDIO FERNANDES MOLINI

Data de publicação: 10/09/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DEBORAH CHRISTINA ANTUNES Examinador Externo
EMERSON CAMPOS GONÇALVES Examinador Externo
FABIOLA SIMAO PADILHA TREFZGER Examinador Interno
PRISCILA MONTEIRO CHAVES Examinador Interno
ROBSON LOUREIRO Presidente

Resumo: A pesquisa analisa a perspectiva de formação humana presente no romance Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury, identificando aspectos educacionais e tecnológicos relevantes para problematizar os rumos da política pública brasileira
para a educação pós-golpe de 2016. A obra apresenta uma realidade totalitária futurística, alimentada pela indústria cultural e marcada pelo “pensamento de rebanho”, no qual o senso comum rejeita o que foge ao estabelecido. Configura-se como alerta para o questionamento de valores e para a administração da vida pública e privada por um Estado que, mesmo sob aparência democrática, restringe a formação humana a parâmetros técnico-instrumentais típicos da sociedade do espetáculo, mediada por aparatos imagético-eletrônicos que empobrecem a experiência ética e estética. A pesquisa parte da questão central sobre como a educação, subordinada à semiformação produzida pela indústria cultural e conduzida pelo poder econômico político hegemônico, contribui para a manutenção de valores da ordem social vigente e, de forma derivada, sobre o tipo de formação humana abordada na ficção. A hipótese considera que há um empobrecimento da experiência formativa por meio de uma educação formal voltada ao adestramento e à adaptação ao status quo. O estudo articula o romance com a Teoria Crítica da Sociedade, especialmente Theodor Adorno, e com a filosofia libertadora de Paulo Freire, utilizando conceitos como formação (Bildung), semiformação (Halbbildung), indústria cultural, sociedade excitada, sociedade do espetáculo, ideologia, educação e barbárie. Guardadas as condicionantes históricas, a obra antecipa e evidencia processos presentes na política educacional brasileira contemporânea, revelando a dicotomia entre a função emancipadora e a função reprodutora da ideologia dominante pela educação.

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