A UNESCO, A CEPAL E A AGENDA DESENVOLVIMENTISTA LATINO-AMERICANA PARA O SÉC. XX: O “COMBATE” AO ANALFABETISMO E A MODERNIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO (1946-1964)
Nome: MARTINHO GUILHERME FONSECA SOARES
Data de publicação: 03/12/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CLAUDIA MARIA MENDES GONTIJO | Presidente |
| DANIA MONTEIRO VIEIRA COSTA | Examinador Interno |
| MARIA TERESA ESTEBAN DO VALLE | Examinador Externo |
| MARISA BITTAR | Examinador Externo |
| REGINA HELENA SILVA SIMOES | Examinador Interno |
Resumo: Esta tese configura-se como um relatório de pesquisa de caráter historiográfico, escrito em uma
perspectiva bakhtiniana de linguagem, tendo a abordagem da História Transnacional em seu
escopo teórico. O estudo investiga as políticas públicas de “combate” ao analfabetismo
implementadas na América Latina e, de modo singular, no Brasil, no período que se estende de
1946 a 1964. Interstício temporal que recobre o cenário Pós-Segunda Guerra Mundial, marcado
pela gestão da economia e da educação pelo Estado de Bem-Estar Social e pelo avanço do
ideário desenvolvimentista. O trabalho busca, pois, discutir a influência da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Comissão Econômica para
a América Latina (Cepal) na formulação de uma agenda de caráter desenvolvimentista.
Valendo-se da Análise Dialógica do Discurso (ADD), identifica conexões e orientações
educacionais em nível latino-americano, lançando outros olhares para a compreensão do papel
dos organismos internacionais no planejamento de políticas públicas de alfabetização ao longo
do séc. XX. A pesquisa busca compreender como a atuação desses organismos moldou as
políticas educacionais de então, utilizando estratégias de “combate” ao analfabetismo como
vetor crucial para a modernização. Ao fim, defende que, nesse período, a alfabetização se
configurou como um fenômeno transfronteiriço, impulsionado pelo planejamento estratégico e
pelo forte apelo ao desenvolvimento econômico e social, de modo que o ensino da leitura e da
escrita esteve, pois, intimamente ligado aos ideais de modernização e industrialização,
sobretudo, no Brasil desenvolvimentista.
