AGENDA 2030 E BIBLIOTECAS PÚBLICAS: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES

Nome: Patricia Veronesi Batista
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 31/05/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Cleonara Maria Schwartz Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cláudia Maria Mendes Gontijo Examinador Interno
Cleonara Maria Schwartz Orientador
Fernanda Zanetti Becalli Examinador Externo
Robson Loureiro Examinador Interno

Resumo: Esta dissertação integra os estudos da linha de pesquisa Educação e Linguagem, do
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito
Santo, que dialogam com políticas públicas de ensino da Língua Portuguesa no
Brasil, visando a analisar reflexos de diretrizes internacionais na educação brasileira.
Inscreve-se no campo de análise de políticas públicas de leitura, investigando as
proposições do plano de ação Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável, as interferências nas políticas direcionadas às
bibliotecas públicas do Brasil e as implicações para a formação de leitores. O aporte
teórico-metodológico parte de concepções provenientes do Círculo de Bakhtin, mais
especificamente, retoma as categorias conceituais palavra, signo, enunciado,
diálogo, compreensão, segundo Bakhtin (2003, 2006), e polifonia, conforme Bakhtin
(2010). Compreende uma pesquisa documental, de abordagem qualitativa e
analítica, dedicada a fontes que evidenciam forças políticas, econômicas e sociais
que agem em contextos internacional e nacional sobre a áreas da Educação e da
Biblioteconomia. Contempla contextualização, descrição e análise das fontes e
revela as origens da ONU, do movimento de desenvolvimento sustentável, assim
como o projeto neoliberal de sociedade, os quais alicerçam as intencionalidades e
as implicações do plano de ação, repercutindo nas políticas direcionadas às
bibliotecas públicas do Brasil e na formação de leitores. Em meio às constatações,
destacam-se ações pragmáticas que focalizam esforços na preparação para o
mercado de trabalho, perpetuando a contraditória e injusta ordem social, econômica
e cultural vigente; a inserção das bibliotecas ao projeto neoliberal, à lógica capitalista
de adequação e de adaptação às exigências do mercado; os processos formativos
superficiais, em busca do rápido alcance de resultados; políticas públicas
comprometias com as demandas cotidianas das comunidades, alinhadas à lógica de
financiamento empresarial; e um discurso predominantemente monológico que
tende a comprometer a formação de leitores, enquanto sujeitos dialógicos, visto que
desfavorece os processos dialógicos que emergem da multiplicidade de vozes e dos
discursos polifônicos.

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