FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES COMO TRAVESSIA PARA OS PROCESSOS DE PROFISSIONALIZAÇÃO DA CARREIRA EBTT

Nome: CLÁUDIO ALVES PEREIRA

Data de publicação: 25/09/2023

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DANTE HENRIQUE MOURA Examinador Externo
GEIDE ROSA COELHO Examinador Interno
JACQUELINE MAGALHAES ALVES Examinador Externo
SILVANA VENTORIM Presidente
WAGNER DOS SANTOS Examinador Interno

Resumo: Investiga a formação continuada de professores e suas implicações para os processos de
profissionalização no âmbito da Rede Federal, tendo em vista o atendimento aos pressupostos
da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) por professores com diferentes formações
iniciais e percursos formativos na carreira de professor de Ensino Básico, Técnico e
Tecnológico (EBTT). Pressupõe que a formação continuada de professores se configura como
travessia possível para a profissionalização da carreira EBTT alicerçada nos princípios da EPT,
considerando o compromisso com a formação para a cidadania e para o trabalho dos seus
estudantes. Por meio da pesquisa exploratória, o estudo articula diálogos entre legislações
educacionais, a produção acadêmica dos programas de pós-graduação brasileiros e dados
produzidos por docentes da carreira EBTT. Para a coleta de dados, fez uso da pesquisa
documental em fontes primárias, pesquisa bibliográfica e survey, utilizando como instrumento
o questionário eletrônico enviado aos sujeitos da pesquisa. Trata-se de um estudo de natureza
exploratória e com abordagem quali-quanti aos dados. Considera a formação docente como
permanente (Freire, 1983, 1997, 2001), sendo os professores os praticantes desse cotidiano
comum (Certeau, 2014) e as instituições sociais públicas da Rede Federal (Cefet, CP2, ETVUF, IF e UTFPR) como comunidades profissionais docentes (Nóvoa, 2017; 2019) ou
comunidades de aprendizagem (Imbernón, 2009). Indica as instituições que compõem essa
Rede como unidades descentralizadas (Apple, 2017) para a construção de uma política de
formação continuada de professores fulcrada no compromisso da práxis (Freire, 1983, 1997,
2001) dos professores e estudantes, alinhada ao princípio constitucional de formação para a
cidadania e para o trabalho. Aponta que a formação continuada se apresenta como necessária
para que a própria profissionalidade da carreira EBTT seja (re)construída e que o trabalho
docente desenvolvido na Rede Federal esteja aberto ao diálogo com as comunidades atendidas
pelos campi, voltado para o processo de conscientização dos estudantes e, com isso, formandoos para a cidadania e para o trabalho. Ainda, demonstra que a docência na EPT brasileira carece
de reconhecimento como profissão, com saberes próprios, contestando, assim, os processos de
“capacitação” historicamente ofertados por meio de programas estanques e emergenciais.
Reconhece as dificuldades de se propor a profissionalização da carreira EBTT como uma
formação acadêmica inicial no país e, por isso, assume como urgente a organização de uma
política de formação permanente construída nos coletivos docentes e traduzida em serviço nas
instituições da Rede Federal.

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