CURRÍCULOS ENREDADOS POR FORÇAS, AFETOS E AFECÇÕES: O QUE PODE UM CORPO-PENSAMENTO QUE DESEJA DANÇAR?

Nome: Eliana Aparecida de Jesus ReisTipo: Dissertação de mestrado profissionalData de publicação: 04/09/2019Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Tânia Mara Zanotti Guerra Frizzera Delboni Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Janete Magalhães Carvalho Examinador Interno
ROSIMERI DE OLIVEIRA DIAS Examinador Externo
Sandra Kretli da Silva Examinador Interno
Tânia Mara Zanotti Guerra Frizzera Delboni Orientador

Resumo: Este trabalho objetiva pensar o currículo e a formação de professores em redes
macropolíticas e micropolíticas dentro e fora da escola. Constitui-se em uma aposta
na vida, mas uma vida outra: vida em errância, vida livre, vida desfigurada.
Apresenta Deleuze, Guattari, Rolnik, Carvalho, Corazza, Dias, dentre outros, como
intercessores teóricos, para deslocar o pensamento, que convoca a estancar “Eus” e
pensar o que está à espreita. Apresenta, também, os signos artísticos na criação de
sensações; a Filosofia, na (trans)criação de conceitos; a ciência (Educação), na
criação de funções na tessitura de tramas que compõem uma conversa infinita.
Como método de pesquisa, recorre à cartografia de Deleuze e Guattari e às redes
de conversações, de Carvalho, para pensar forças, afetos e afecções em
composições curriculares de uma escola de Ensino Fundamental e, também, em
encontros vividos em espaçostempos de formação continuada com professores do
município de Serra (ES). Tal como Deleuze, cujos intercessores são, além de
filósofos como Espinosa e Foucault, a literatura, o cinema e a pintura, na
composição deste trabalho intenta-se fazer conexões com sensações produzidas no
corpo-pensamento no encontro com a imagem-dança. Ao entrar em relação com
obras da “Quasar Cia. de Dança” e do coreógrafo Henrique Rodovalho realiza-se
alguns agenciamentos com a dança que, enquanto signo artístico, é movida por
linhas intensivas e extensivas na criação de outros mundos possíveis estabelecendo
encontros infinitos com uma vida em imanência. Este trabalho assume uma
dimensão ética, estética e política na tentativa de uma composição em devir-artista,
configurando-se como um corpo-pesquisa de olhar curioso, experimentador,
perguntador. Um olhar atento ao que se passa por entre as frestas deixadas pela
ciência moderna realizando problematizações em relação às certezas, às “receitas”
de aprenderensinar para pensar aquilo que vibra no “meio”, em constante processo
de demolição, de (des)(re)territorialização. Um currículo enquanto corpo-relação,
corpo-afecção e corpo-político dança entre forças macro e micropolíticas ampliadas
pelo desejo coletivo. Uma formação inventiva enquanto máquina de guerra é um
corpo-pensamento que deseja dançar no deslocamento e criar movimentos entrando
em relação com uma vida imanente no cotidiano escolar. Assim, as relações saberpoder-
subjetividade são pensadas de outro modo e a invenção ganha fôlego e
velocidade no “meio” criando outros mundos possíveis, outros modos de existência e
de resistência ativa: um pensamento que deseja dançar constitui-se em processos
de subjetivação inventando rasuras, rabiscos, frestas, fendas, outros modos de
existir e resistir.Acesso ao documento

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