Uma Fenomenologia Autobiográfica e Sua Contribuição para a Compreensão do Ser Pedagoga para Além de Espaços-tempos Pré-determinados

Nome: Isabel Cristina Dose Lage de AlmeidaTipo: Dissertação de mestrado profissionalData de publicação: 04/08/2020Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Vitor Gomes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Jair Ronchi Filho Examinador Interno
Vanildo Stieg Examinador Externo
Vitor Gomes Orientador

Resumo: Trata-se de uma pesquisa de Mestrado Profissional em Educação com objetivo de realizar um estudo fenomenológico-autobiográfico sobre o que é (como é) ser pedagoga iniciante vivenciando esse processo na faixa etária dos 50 anos. Em termos de fundamentação teórica, baseia-se nos conceitos das características básicas do existir (FORGHIERI, 2004), da coordenação pedagógica (DOMINGUES, 2014) e da concepção de flexibilidade resiliente (GOMES, 2015). Em termos metodológicos, toma como referência a pesquisa fenomenológica eidética de cunho autobiográfico, cuja característica é a elucidação do vivenciado. Para tanto, como instrumentos na busca dos dados, utilizam-se as narrativas, principal fonte para compreensão do fenômeno, juntamente com o diário de campo, no qual constam as anotações de fatos vividos no cotidiano das escolas. Emprega-se, ainda, a Versão de Sentido (VS), criada por Amatuzzi (1995). Em um envolvimento existencial com a pesquisa, realiza-se uma tessitura dos conceitos sobre a pesquisa fenomenológica e autobiográfica nas primeiras seções. Com Gomes (2004, p.57), desvela-se o modo como a fenomenologia se constitui método de pesquisa. Com Bach Junior. (2019), constata-se que o trabalho com autobiografia insere o pesquisador, sujeito autopesquisante, em um processo de autorreflexão e transformação. Por ter esse caráter autorreflexivo, autoeducativo e transformador, a pesquisa autobiográfica é muito expressiva para as temáticas da Educação, especialmente para os coordenadores pedagógicos corporificarem a reflexão sobre seu trabalho e sua atuação no espaço escolar. Assim, defende-se a aplicação da abordagem autobiográfica na área da Educação para a formação desses profissionais, devido a sua força potencializadora e emancipatória. Nas seções seguintes, apresentam-se as narrativas das experiências do meu ser no mundo. São narrativas sobre o despertar da paixão em ser professora através das interações de bem-estar estabelecidas com os professores marcantes. Na sequência, há narrativas do exercício como pedagoga, procurando refletir teoricamente sobre os processos que envolvem a atuação no cargo. Com Ecléa Bosi (1994), faz-se uma reflexão sobre idade, processo de envelhecimento e produção procurando desvelar o fenômeno de ser pedagoga para além dos espaços-tempos pré-determinados. Finalizando, descreve-se o que ficou no percurso da realização da pesquisa fenomenológica autobiográfica para o pesquisador. No meu caso, implica a revelação do papel como pedagoga, na construção da própria identidade como ser e de transformação nas relações que estabeleço no mundo, principalmente no contexto de atuação profissional. Espera-se que alguns dos desvelamentos apresentados possam auxiliar e despertar outros profissionais da Educação a se lançarem na metodologia fenomenológica autobiográfica, no sentido de se autovisitarem e indagarem sobre sua atuação na educação em um processo revelador da essência de suas práticas.Acesso ao documento

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